"Como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder."
Reflexão — A santidade que os profetas e os anjos desejaram contemplar
São Pedro recorda aos cristãos algo extraordinário: a salvação que eles receberam foi objeto de investigação e meditação dos profetas durante séculos. Eles anunciaram os sofrimentos de Cristo e a glória que se seguiria — sem saber exatamente quando nem como. Até os anjos desejam contemplar estas realidades. E nós as recebemos como dom, gratuitamente, pela pregação do Evangelho.
Diante de tamanha graça, a resposta não pode ser a mediocridade. Pedro convida à sobriedade, à esperança firme em Cristo e à santidade de vida — não modelada pelas antigas paixões da ignorância, mas pela imagem d'Aquele que nos chamou. "Sede santos, porque eu sou santo" — não é uma exigência opressiva, mas um convite a participar da própria natureza de Deus, tornando-nos cada vez mais parecidos com Ele.
📖 Evangelho do Dia
"Quem tiver deixado tudo por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — e, no mundo futuro, a vida eterna."
Reflexão — O salário do seguimento é ser semelhante a Jesus
Pedro faz uma pergunta que todos nós, no fundo, gostaríamos de fazer: "Nós deixamos tudo e te seguimos — o que receberemos?" É uma pergunta honesta, nascida de quem realmente abdicou de muito para seguir Jesus. E Jesus não a condena — responde com uma promessa concreta e surpreendente: o céntuplo já nesta vida, e a vida eterna no mundo futuro.
O céntuplo nesta vida é a nova família do Reino — os irmãos, as irmãs, as mães, os filhos que se ganham na comunidade cristã, mesmo com perseguições. Quem deixa tudo por Cristo não fica empobrecido — descobre uma riqueza de relações e de pertença que o mundo não pode oferecer. E a última frase inverte toda a lógica humana: os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros — o critério do Reino é o serviço, não o poder.
🕊 Palavras do Papa Francisco
Seguir Jesus sob o ponto de vista humano não é um bom negócio — é servir. São três as coisas que nos afastam de Jesus: as riquezas, a vaidade e o orgulho. As riquezas são tão perigosas porque levam-te a ser vaidoso e a pensar que és importante. É desagradável ver um cristão que quer as duas coisas: seguir Jesus e os bens, seguir Jesus e a mundanidade — é um contra-testemunho. O preço que Jesus nos dá é ser semelhante a Ele. E assemelhar-se a Jesus é um "grande salário".
— Papa Francisco, Homilia na Capela da Casa Santa Marta, 26 de maio de 2015🙏 Oração do Dia
Senhor Jesus,
que não pedis perfeição mas entrega,
dai-me a coragem de deixar
tudo o que me afasta de Vós —
as riquezas que me iludem,
a vaidade que me fecha,
o orgulho que me isola.
Que o meu maior salário
seja tornar-me cada dia mais semelhante a Vós —
santo como Vós sois santo,
servo como Vós fostes servo.
Amém.

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