"É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus."
Reflexão — A perseverança que nasce da fé
Paulo foi apedrejado, arrastado para fora da cidade e dado como morto. Mas levantou-se e no dia seguinte já estava de novo em missão. Não há palavra melhor para descrever isso do que ressurreição quotidiana — a capacidade de levantar-se, movida não pela força própria, mas pela fé no Ressuscitado.
Ao regressar às comunidades que tinham fundado, Paulo e Barnabé não lhes prometem uma vida fácil — dizem-lhes com clareza que o caminho para o Reino passa pelos sofrimentos. É uma mensagem exigente, mas profundamente libertadora: o sofrimento não é sinal do abandono de Deus, mas parte do mesmo caminho que Jesus percorreu. E no final de cada jornada missionária, há uma comunidade para se reunir, para partilhar o que Deus fez — e para descansar juntos na graça.
📖 Evangelho do Dia
"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração."
Reflexão — Uma paz que vem de dentro
Na véspera da sua Paixão, Jesus não deixa riquezas nem poder aos seus discípulos — deixa-lhes a paz. Mas uma paz que o mundo não conhece nem pode dar. A paz do mundo depende de circunstâncias externas: ausência de conflito, segurança, conforto. A paz de Jesus nasce de dentro — do amor, da confiança no Pai, da certeza de que nada nos pode separar de Deus.
Jesus vai para o Pai — e isso não é motivo de tristeza, mas de alegria. Porque Ele vai preparar o caminho e porque o Espírito virá. A partida de Jesus não é abandono — é transformação da presença. Quem O ama e confia nEle descobre que o coração pode permanecer sereno mesmo no meio das tempestades, porque a paz que Ele deixou não depende das circunstâncias, mas d'Ele mesmo.
🕊 Palavras do Papa Francisco
A paz que Jesus nos dá não é a paz que segue as estratégias do mundo, que acredita poder obtê-la através da força e da conquista. Essa paz é apenas um intervalo entre guerras. A paz do Senhor segue o caminho da mansidão e da cruz — é ocupar-se do próximo. Cristo assumiu sobre si o nosso mal, o nosso pecado e a nossa morte, e desta forma libertou-nos. A sua paz não é fruto de algum compromisso, mas nasce do dom de si mesmo. Esta paz mansa e corajosa constrói a história, a começar pelo coração de cada homem que a acolhe.
— Papa Francisco, Audiência Geral, 13 de abril de 2022🙏 Oração do Dia
Senhor Jesus,
que deixastes a vossa paz como herança aos vossos,
quando o meu coração se perturbar e se intimidar,
lembrai-me que a vossa paz não depende
das circunstâncias do mundo,
mas do vosso amor que permanece para sempre.
Dai-me a coragem de Paulo —
que se levantou depois do apedrejamento
e continuou a anunciar o Evangelho.
Amém.

Comentários
Postar um comentário